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LIMúR, la Lista Ibérica de Músicas de Raíz, es una iniciativa que pretende celebrar, reconocer, potenciar y difundir las producciones discográficas de músicas ibéricas de raíz de mayor calidad.
¿Por qué ibéricas? Porque somos conscientes de que las tierras ibéricas forman una región histórica diferenciada y con personalidad propia dentro de Europa, como puede ser el área de los Balcanes, los países nórdicos, las islas británicas… Un territorio interconectado a través de la historia y sus culturas que reivindicamos como común y entrelazado, más allá de las fronteras trazadas en el mapa. De este modo, también reivindicamos su pluralidad, la riqueza de sus lenguas, sus expresiones culturales y sus manifestaciones tradicionales, lejos de concepciones supremacistas u homogeneizadoras.
¿Qué entendemos por músicas ibéricas de raíz?
Una necesidad era delimitar claramente lo que entendemos por músicas ibéricas de raíz. Con ello nos referimos a cualquier expresión musical con raíces en culturas ibéricas hecha en cualquier parte del planeta. Pero también incluimos cualquier expresión musical con raíces en cualquier parte del planeta realizada por artistas ibéricos o en tierras ibéricas. Así que también entrarán perfectamente en el foco de nuestro catalejo limuriano el flamenco de Tokio, el fado de Sarajevo (¡hay ejemplos!), ajechaos en Italia o maneos en Irlanda. E, igualmente, reels y jigas made in Sevilla, los griots de Barcelona, la morna de Lisboa, los ritmos balcánicos de Porto, los joropos de València o la música persa de Madrid. Todos estos ejemplos están basados en hechos reales.
En cuanto al ámbito geográfico, entendemos por ibérico lo referido a cualquier territorio bajo administración española, portuguesa, andorrana o gibraltareña, incluyendo aquellos situados fuera de la península Ibérica. Esta es una definición, tanto geográfica como factual, lo más neutra posible, independiente y, a la vez, respetuosa con los sentimientos de pertenencia o afinidad que pueda tener cualquiera en estas tierras ibéricas.
Esa misma pluralidad la hemos querido reflejar en la composición del panel de especialistas invitados a participar en la LIMúR, buscando gente conocedora y apreciadora de las músicas de raíz en sus diferentes vertientes y diversos tratamientos: tradicional, folk, las llamadas músicas del mundo, o de estilos como el flamenco, el fado o cualquier otro, con espíritu abierto para valorar cualquier producción discográfica en función de su calidad artística, más allá de su estilo musical. En ese sentido, procuramos un equilibrio entre los que participan en LIMúR, tanto en su procedencia como en su inclinación, afinidad o profundización en determinado estilo, conjunto de ellos o ámbito territorial.
Nueva etapa abierta a la participación
Y en este 2026, se vienen cositas: queremos contar ahora con la participación de los amantes de estas músicas, para que seáis los y las vigías de la LIMúR y nos propongáis esos discos dignos de tener en cuenta. ¿Piensas que el disco que acaba de sacar tu grupo o artista favorito no debe ser pasado por alto? Pues nomínalo de forma muy sencilla y rápida a través de nuestra web. Y también puedes animarlos a que propongan ellos mismos su disco. Porque, por supuesto, seguiremos contando con los discos que presenten los propios artistas, sellos, etc., a través del formulario de la web, aportando en este caso la información oportuna y el audio para su valoración (y difusión) por los miembros del jurado.
Esto quiere decir también que LIMúR pasa de ser una lista trimestral a una anual, abierta a la participación y aportación de los y las amantes de estas músicas, por vía de la nominación, así como a que los propios artistas o quienes trabajan con ellos puedan presentar también sus trabajos. Con todos los discos propuestos por estas vías, más los que sugieran los propios panelistas, el jurado decidirá a finales de año los álbumes ganadores y mejor valorados.
LIMúR ha sido ideada y es administrada por Juan Antonio Vázquez (Mundofonías, Mil mundos, Transglobal World Music Chart…), quien te manda un fuerte abrazo desde estas líneas, así como una invitación a participar en esta iniciativa de dignificación y difusión de nuestras músicas de raíz.
[português]
LIMúR, a Lista Ibérica de Músicas de Raiz, é uma iniciativa que pretende celebrar, reconhecer, potenciar e divulgar as produções discográficas de músicas ibéricas de raiz de maior qualidade.
Porquê ibéricas? Porque temos consciência de que as terras ibéricas formam uma região histórica diferenciada e com personalidade própria dentro da Europa, tal como a área dos Balcãs, os países nórdicos, as ilhas britânicas… Um território interligado ao longo da história e das suas culturas, que reivindicamos como comum e entrelaçado, para além das fronteiras traçadas no mapa. Deste modo, reivindicamos também a sua pluralidade, a riqueza das suas línguas, as suas expressões culturais e as suas manifestações tradicionais, longe de conceções supremacistas ou homogeneizadoras.
O que entendemos por músicas ibéricas de raiz?
Uma necessidade era delimitar claramente aquilo que entendemos por músicas ibéricas de raiz. Com isso, referimo-nos a qualquer expressão musical com raízes em culturas ibéricas feita em qualquer parte do planeta. Mas incluímos também qualquer expressão musical com raízes em qualquer parte do planeta realizada por artistas ibéricos ou em terras ibéricas. Assim, também entram perfeitamente no foco do nosso óculo limuriano o flamenco de Tóquio, o fado de Sarajevo (há exemplos!), ajechaos em Itália ou maneos na Irlanda. E, igualmente, reels e jigs made in Sevilha, os griots de Barcelona, a morna de Lisboa, os ritmos balcânicos do Porto, os joropos de Valência ou a música persa de Madrid. Todos estes exemplos são baseados em factos reais.
Quanto ao âmbito geográfico, entendemos por ibérico aquilo que se refere a qualquer território sob administração espanhola, portuguesa, andorrana ou gibraltarina, incluindo os situados fora da Península Ibérica. Esta é uma definição, tanto geográfica como factual, tão neutra quanto possível, independente e, ao mesmo tempo, respeitadora dos sentimentos de pertença ou afinidade que qualquer pessoa possa ter nestas terras ibéricas.
Essa mesma pluralidade quisemos refleti-la na composição do painel de especialistas convidados a participar na LIMúR, procurando pessoas conhecedoras e apreciadoras das músicas de raiz nas suas diferentes vertentes e nos seus diversos tratamentos: tradicional, folk, as chamadas músicas do mundo, ou estilos como o flamenco, o fado ou qualquer outro, com espírito aberto para avaliar qualquer produção discográfica em função da sua qualidade artística, para além do seu estilo musical. Nesse sentido, procuramos um equilíbrio entre os participantes na LIMúR, tanto quanto à sua proveniência como quanto à sua inclinação, afinidade ou aprofundamento em determinado estilo, conjunto de estilos ou âmbito territorial.
Nova etapa aberta à participação
E neste 2026 vêm aí novidades: queremos contar agora com a participação dos amantes destas músicas, para que sejais os e as vigias da LIMúR e nos proponhais esses discos dignos de serem tidos em conta. Achas que o disco que o teu grupo ou artista favorito acaba de lançar não deve passar despercebido? Então nomeia-o de forma muito simples e rápida através do nosso site. E também podes incentivá-los a propor eles próprios o seu disco. Porque, naturalmente, continuaremos a contar com os discos apresentados pelos próprios artistas, editoras, etc., através do formulário do site, fornecendo neste caso a informação pertinente e o áudio para avaliação (e divulgação) pelos membros do júri.
Isto significa também que a LIMúR passa de uma lista trimestral para uma lista anual, aberta à participação e contribuição dos e das amantes destas músicas, por via da nomeação, bem como à possibilidade de os próprios artistas ou quem trabalha com eles apresentarem também os seus trabalhos. Com todos os discos propostos por estas vias, mais os que forem sugeridos pelos próprios painelistas, o júri decidirá no final do ano os álbuns vencedores e mais bem avaliados.
A LIMúR foi idealizada e é administrada por Juan Antonio Vázquez ( Mundofonías, Mil mundos, Transglobal World Music Chart… ), que te envia um forte abraço a partir destas linhas, bem como um convite para participares nesta iniciativa de dignificação e divulgação das nossas músicas de raiz.
[english]
LIMúR, the Iberian Roots Music Chart, is an initiative that aims to celebrate, recognise, promote and disseminate the highest-quality recorded productions of Iberian roots music.
Why Iberian? Because we are aware that the Iberian lands form a distinct historical region within Europe, with a character of their own, much like the Balkans, the Nordic countries or the British Isles. This is a territory interconnected through history and through its cultures, which we claim as shared and intertwined, beyond the borders drawn on the map. In doing so, we also assert its plurality, the richness of its languages, its cultural expressions and its traditional manifestations, far removed from any supremacist or homogenising views.
What do we mean by Iberian roots music?
One of our needs was to clearly define what we mean by Iberian roots music. By this, we refer to any musical expression rooted in Iberian cultures and created anywhere on the planet. But we also include any musical expression rooted anywhere in the world and created by Iberian artists or in Iberian lands. So Tokyo flamenco, Sarajevo fado — yes, there are examples! —, ajechaos in Italy or maneos in Ireland also fall perfectly within the sights of our Limurian spyglass. And likewise, reels and jigs made in Seville, the griots of Barcelona, Lisbon morna, Balkan rhythms from Porto, joropos from Valencia or Persian music from Madrid. All these examples are based on real cases.
As regards geographical scope, by Iberian we mean anything relating to any territory under Spanish, Portuguese, Andorran or Gibraltarian administration, including those located outside the Iberian Peninsula. This is intended to be a geographical and factual definition that is as neutral as possible, independent and, at the same time, respectful of the feelings of belonging or affinity that anyone may have in these Iberian lands.
We have sought to reflect that same plurality in the composition of the panel of specialists invited to take part in LIMúR, bringing together people who know and appreciate roots music in its different forms and approaches: traditional music, folk, so-called world music, or styles such as flamenco, fado or any other. The aim is to have an open-minded panel capable of assessing any recorded production according to its artistic quality, beyond its musical style. In this respect, we seek balance among those taking part in LIMúR, both in terms of where they come from and their inclination, affinity or depth of knowledge in a particular style, group of styles or territorial sphere.
A new phase open to participation
And in 2026, there are new things on the way: we now want to involve lovers of these musics, so that you can become LIMúR’s lookout and suggest those albums that deserve to be considered. Do you think the album your favourite group or artist has just released should not be overlooked? Then nominate it quickly and easily through our website. And you can also encourage them to submit their own album. Because, of course, we will continue to consider albums submitted by the artists themselves, labels and others, through the website form, in this case providing the relevant information and audio for assessment — and dissemination — by the jury members.
This also means that LIMúR is moving from being a quarterly list to an annual one, open to the participation and contributions of lovers of these musics through nominations, as well as to artists themselves, or those who work with them, submitting their own releases. With all the albums proposed through these channels, plus those suggested by the panellists themselves, the jury will decide at the end of the year which albums are the winners and the highest rated.
LIMúR was devised and is administered by Juan Antonio Vázquez — Mundofonías, Mil mundos, Transglobal World Music Chart… —, who sends you a big hug from these lines, as well as an invitation to take part in this initiative to dignify and disseminate our roots music.








